QUARTA-FEIRA, 15 DE ABRIL DE 2009
Internet
Hoje, conversando com um amigo na Internet, descobri que o Eduardo ainda fala de mim para as pessoas. Se não quer contato, se nunca se importou em manter minha amizade, no mínimo deveria manter o respeito de não me criticar ou inventar coisas ao meu respeito. Costuma dizer para as pessoas que não sou confiável, entre outras coisas que prefiro não relatar aqui.
Me pergunto cada vez mais, como pode um único homem, parecer ser digno, e detonar uma pessoa como faz comigo.
Repito que não sou a pior espécie como ele relata, muito menos uma puta que dormuui com ele, como o pai dele me xingou.
O resto, dou tempo ao tempo, não sou eu quem coleciona figuras do outro sexo no meu orkut.
POSTADO POR ANTONIETA LIMA ÀS 04:03 0 COMENTÁRIOS LINKS PARA ESTA POSTAGEM
QUINTA-FEIRA, 26 DE FEVEREIRO DE 2009
DEPOIS DA TEMPESTADE
Dizem que depois da tempestade sempre há um arco-íris.
Bobagem, depois das tempestades muitos choram por causa da destruição.
De que vale observar as cores ou a beleza de um arco-íris?
Dizem que por detrás das nuvens o sol sempre brilha.
Grande coisa...
De que adianta um sol brilhando detrás de nuvens pesadas, se ele não pode me aquecer.
Dizem que o silêncio é o melhor amigo.
Por que vou querer um amigo que não conversa comigo? Que não me faz sorrir?
A pior tempestade é a interior.
É aquela que destrói a alma, que marca para sempre o espírito.
Depois da tempestade, eu nunca mais pude alegrar-me com o sorriso de uma criança.
Depois da tempestade, eu nunca mais fui a mesma.
Depois da tempestade, vi apenas destruição e dor...
Maria Lima
POSTADO POR ANTONIETA LIMA ÀS 10:31 LINKS PARA ESTA POSTAGEM
SEGUNDA-FEIRA, 8 DE DEZEMBRO DE 2008
CANSAÇO
Sinto-me cansada, sinto falta da minha casa. Não do inferno que minha tia fazia da minha vida, que depois do relacionamento que tive com o Eduardo piorou, tornando-se insuportável. Mas sinto falta do meu canto, da minha cama, das minhas coisas, enfim, sinto falta de ter um lugar para onde voltar que é meu, me pertence. Principalmente meu quarto, minha cama. Nunca na minha vida dormi num sofá ou no chão. E ver minha filha dormindo no chão é muito doloroso.
Quando me envolvi com aquele homem, eu não sabia do perigo. Havia conversado muito com ele sobre minha vida, sobre o término do meu casamento e o relacionamento com meus parentes depois de tudo. Ele sabia que eu não podia me envolver com nenhum canalha, pois correria o risco de perder minha casa.
Depois daquela maldita noite, avisei que não precisava me deixar na porta de casa, mas ele insistiu dizendo que não era CAFAJESTE. Cafajestes são bem mais decentes que o Eduardo. Conheço muitos e TODOS ME RESPEITARAM SEMPRE.
Joguei minha vida no lixo e tento a cada dia recuperar o que sobrou, mas não sobrou quase nada, fica muito difícil assim.
Aqui, neste blog, me desabafo. Este lugar é meu divã. Onde posso escrever “falar” sem ter respostas idiotas. Sim porque é idiota ouvir “tudo vai passar, vai melhorar!”. Perdi tudo, passo meus dias em solidão total e absoluta, sem ter com quem conversar. Eu não tenho vontade de procurar meus amigos e quando estes me procuram digo que está tudo bem (dizer o que? Quero morrer!), então, para passar meu tempo, distribuo meus currículos, cuido da casa que humanamente me abriga, cuido da minha filha, me dopo de calmantes e vou dormir. E sem emprego...
POSTADO POR ANTONIETA LIMA ÀS 08:27 LINKS PARA ESTA POSTAGEM
NOVO RELATO - protegido por direitos autorais
Votei ao tribunal desta vez no papel de culpada.
Engraçado como as leis funcionam rapidamente, aqui no Brasil, para quem tem dinheiro. Simplesmente não funcionam para quem tem poucas condições, como eu. Se você é homem de bem, trabalhador, mora na Zona Norte e tem baixa escolaridade e vai brigar na justiça contra quem mora na zona Sul, tem mais condição financeira e prestígio social, você passa a ser réu.
É o meu caso, passei a escrever aqui no blog para expressar meu descontentamento e meus pesadelos... soltar meus fantasmas. Ainda estou muito traumatizada pelo o que o Eduardo fez comigo. Mesmo quando uma mulher queira fazer sexo com um homem, ela gosta de ser consultada antes. Ninguém gosta de ser levada diretamente para um motel no primeiro encontro e depois ser ignorada. Muito menos quando o cara afirma querer namoro e abre espaço para você se apaixonar: FOI O QUE O EDUARDO FEZ COMIGO. É difícil definir o conflito de sentimentos que senti naquele momento. Eu desejava o Eduardo, porém não queria sexo com ele. Naquele momento, queria o conhecer melhor e vice-versa. Senti medo dele porque ele foi impassível e irredutível diante da minha recusa, fazendo prevalecer a vontade dele. Estava APAIXONADA por ele e quando começou a me acariciar, senti-me em conflito íntimo, pois eu não queria sexo, aquilo era diferente da minha expectativa violando os meus princípios e escolhas. No entanto eu possuía forte sentimento por ele e estava ouvindo do próprio que confiasse nele. Apesar do medo e da angústia de estar ali, cedi ao desejo, movida pelo sentimento que ele aparentava possuir. Dessa forma, sentindo-me subjugada pelo Eduardo, indefesa diante dos sentimentos e incapaz de fazer um julgamento preciso, cedi aos seus desejos.
Vou morrer afirmando isso porque é verdade. O Eduardo me levou diretamente para um motel sem a minha permissão. Eu não queria aquilo em um primeiro encontro. Tentei registrar contra ele por diversas vezes. Tive pena, tive medo que “ele deixasse de gostar de mim” – mas não gostava, nunca gostou e só queria sexo, então mentiu porque de outra forma não conseguiria.
Ele não respeitou o meu direito de não querer. Calou minha boca afirmando que não era canalha, que aquele era o primeiro de muitos encontros, eu estava apaixonada e cedi. Depois disso sumiu, nunca mais me ligou. Quando ligava era para ofender, magoar, acusar. Eu o procurava com a esperança de ouvir dele que estava com saudade ou um não dá mais, não quero. Mas ele não falava nada, não tocava no assunto. Todo amor, carinho respeito, desapareceram assim como ele.
Abaixo vai meu relato que está no JECRIN, e isso explica o motivo do meu sumiço daqui.
Divulguei tais cartazes, nas redondezas do endereço do Eduardo, pelo fato de ainda estar muito abalada emocional e psicologicamente devido a exposição da minha imagem sem necessidade, pelo mesmo, através de relacionamento enganoso. Devido à repercussão das mentiras utilizadas por ele, simplesmente para satisfazer a própria vontade de relacionar-se sexualmente comigo, perdi amizades, meu emprego e até a minha casa. Depois de conseguir o que queria (um único encontro sexual), o Eduardo mudou seu comportamento diante de mim e não fez questão de manter sequer a amizade. Eduardo afirmou não querer mais nenhum tipo de contato comigo e assim o fez. No entanto, mesmo sem falar comigo, passou a visitar frequentemente as páginas do Orkut da minha filha adolescente; o que me causou muito medo de suas reais intenções com essas “visitas”, pois nem mesmo meus amigos íntimos fazem esse tipo de coisa. Através de diversos e-mails e mensagens via celular, pedi ao Eduardo para parar de fazer isso e de nada adiantou: o nome dele continuou como visitante do perfil da minha filha tornando-se freqüente e até constrangedor para mim, devido a tudo que aconteceu entre nós dois. Na ocasião em que ele começou a “bisbilhotar” o Orkut da minha filha, recebi alguns e-mails de uma mulher que estava se relacionando com ele através da Internet e segundo ela narra nos e-mails, ele usava com ela os mesmos argumentos e as mesmas palavras que utilizou comigo para me conquistar. Quando recebi o primeiro e-mail desta mulher, redirecionei-o para o Eduardo e foi simplesmente ignorado pelo próprio. Qualquer outra mulher, na minha posição, concluiria que o cara usa a Internet para satisfazer sua tara de transar com mulheres fazendo promessas e juras de amor, fingindo estar apaixonado e desaparecendo depois. Estes e-mails que recebi da mulher, aliado ao fato do Eduardo estar visualizando o Orkut da minha filha com repetição absurda, causou-me pânico e extrema preocupação.
Realmente, não pensei em outra conseqüência que não fosse alertar a outras mulheres de quem é o Eduardo que eu conheci. Não tive a intenção de difamá-lo e muito menos injuriá-lo, e o que narro no cartaz aconteceu mesmo entre nós dois e não há como mudar ou negar, pois foi testemunhado pelas pessoas do meu convívio. Além de ter sentido intenso pavor ao vê-lo como visitante freqüente do perfil da minha filha no Orkut, um vez que Eduardo afirmou não querer nenhum tipo de envolvimento comigo, como ele (com suas próprias palavras) afirma em relato a este juizado, como consta no processo nº 2008.001.003344-5, datado de 09 de abril de 2008.
O envolvimento doloso que o Eduardo manteve comigo, produziu em mim um trauma muito grande e necessitei realizar um tratamento psicológico, mas abandonei por não suportar mais reviver a situação e por falta de condições financeiras. Porém, enganei-me ao imaginar que poderia superar sozinha e apesar de passado o tempo, continuo extremamente fragilizada com tudo. Ainda apresento pesadelos e sonhos muito confusos diariamente, passei a ser agressiva e distante nos meus relacionamentos, assusto-me com facilidade, perdi por completo a vontade de relacionar-me amorosamente, entre outras marcas profundas e invisíveis aos olhos alheios. Além disso, como reflexo de toda a situação vivenciada por mim, aconteceram muitos problemas de convivência com a minha família ao ponto dos meus parentes me expulsarem da minha própria casa (que fica no terreno deles), obrigando-me a abandonar todos os meus bens por lá. Devido ao fato de que eu não tenho para onde ir e meus parentes quererem a casa vazia, venderam ou doaram todos os meus pertences e soltaram a minha cadela, da raça Labrador, na rua. Hoje, estou morando de favor na casa de uma amiga. Também perdi a capacidade de me adaptar ao meu ambiente de trabalho e fui demitida do meu emprego por problemas de relacionamento pessoal. Sendo admitida em outro de imediato, não consegui alcançar as expectativas da empresa e fui dispensada antes mesmo de alcançar os noventa dias de experiência. Verdadeiramente, o envolvimento que tive com o Eduardo me causou marcas que não saem mais. E estas marcas, profundas e prejudiciais, foram causadas por este homem que não pensou nas conseqüências das ilusões que cultivou em mim, instigando e cedendo espaço para que eu me apaixonasse perdidamente por ele, para depois negar todas as suas palavras, me deixando vulnerável aos comentários e julgamentos alheios sobre a minha vida íntima. Visto que ele mesmo não fazia questão de ser discreto no meu meio social, asseverando que era um homem sensato e queria compromisso sério comigo.
As circunstâncias que envolveram o meu relacionamento com o Eduardo foram excepcionalmente constrangedoras para mim, quando acreditei que Eduardo estava firmando compromisso de namoro sério comigo, como ele próprio dizia e se comportava, tanto através da Internet quanto nas conversações telefônicas e mensagens via celular e contei isso para meus amigos e familiares que presenciavam as conversas telefônicas e pela Internet. Contudo, depois do primeiro encontro, onde Eduardo, sem a minha permissão me levou diretamente para um motel e depois desapareceu e encerrou todas as fontes de contato. Passei então a procurá-lo, na intenção de tentar manter uma conversação ou ter a certeza de que era somente aquele encontro que ele queria de mim. Todavia, Eduardo não era mais o mesmo, e me tratava com distância sem demonstrar o interesse, carinho e apreciação de antes. No lugar dos elogios surgiram muitas críticas; as palavras carinhosas cederam lugar a rispidez e pressa; todo o amor e atenção dedicados foram substituídos pelo silêncio: absoluto e mortal. Dessa forma, com a repentina mudança no comportamento dele, fiquei exposta a comentários maliciosos e maldosos das pessoas, incluindo os da minha família (principalmente), além de me sentir USADA e ENGANADA. Então, todas as pessoas do meu convívio, passaram a afirmar que Eduardo não me procurou mais porque havia conseguido finalmente o que queria: o Sexo. E isso era um fato real e visível. Porém, eu estava perdidamente apaixonada e me negava a crer, que aquele homem tão gentil, atencioso e educado havia mentido de tal forma apenas para conseguir sexo.
Com certeza, posso afirmar que o Eduardo só continuou aceitando falar comigo, temeroso de que eu fosse à delegacia registrar contra ele. E isso ficou comprovado no dia que ele me xingou de “louca” e “burra” porque quando eu disse que estava indo naquele momento na delegacia, imediatamente, ele veio encontrar comigo fingindo brandura e arrependimento. Nesse dia, depois de uma longa discussão, ele me convenceu de não prestar queixa e prometeu uma mudança, depois dormiu comigo pela segunda vez. Porém, dias depois voltou a me tratar mal, demonstrando desprezo e não valorizar nem a minha amizade, pois quando soube que eu estava doente e me ligou afirmando que “ERA UM HOMEM LIMPO” e aos berros queria saber “QUE DOENÇA EU HAVIA TRANSMITIDO A ELE”. Eu estava em ambiente de trabalho, falei isso para o Eduardo e ele não respeitou.
Para esclarecer a este Juízo, no referido primeiro encontro, servi de peça para satisfazer apenas o desejo e a fantasia sexual do Eduardo, servi para satisfazer o desejo dele de estar comigo como ele queria, negando-me completamente o direito de escolher de que forma, como, quando, com quem e em qual circunstancia eu pratico sexo. Eu disse a ele que NÃO queria ir para aquele motel, afirmei que não queria que fosse daquela forma, repeti que não estava confortável com aquela situação. E se eu cedi ao ato sexual foi unicamente por estar indefesa à situação: sendo conduzida por ele, dentro do carro dele, tarde da noite seguindo por ruas desertas. Eu estava apaixonada pelo Eduardo, mas senti intenso medo de reagir. Se o Eduardo me convidasse para um motel em um local público, com total certeza eu não cederia, e se ele insistisse eu iria embora. Mas ali não, eu disse que não queria e ele continuou seguindo o caminho, afirmando que seria o primeiro de muitos encontros, que não era canalha, que queria compromisso. O que eu poderia fazer? Chorar? Escândalo? Abrir a porta do carro e me atirar na pista? Não!!! Eu estava APAIXONADA, mesmo assim SENTI INTENSO MEDO DO CARA e ESCOLHI (por absoluta falta de opção) CONFIAR NELE.
No entanto, no segundo encontro íntimo, aceitei de plena vontade, movida pela ESPERANÇA dele não ser um canalha e de que tudo voltaria a ser como no princípio. Todavia, este segundo encontro foi mais uma forma do Eduardo me MANIPULAR e não permitir que eu registrasse na delegacia as ofensas de “BURRA E MALUCA”, que ele dirigiu a minha pessoa.
Justamente por sermos adultos e independentes, não pude acreditar que aquele homem que aparentava tão nobre caráter e demonstrava tamanha solicitude e carinho por mim, foi INCAPAZ de assumir que sentia apenas desejo, fantasiando um sentimento que não possuía, negando-me a opção de escolher se queria ou não praticar sexo ocasional com ele. Sou uma mulher adulta e bastante assediada, nenhum homem ousou usar de tamanha covardia sentimental comigo. Todos os homens com quem me relacionei, mesmo sendo poucos, tiveram a dignidade de assumir que possuíam algum sentimento ou apenas desejo por mim. Todos eles, com exceção do Eduardo, respeitaram as minhas escolhas e o meu ritmo de aceite. Nenhum outro, com exceção do Eduardo, comportou-se como um namorado diante dos meus amigos afirmando um sentimento inexistente para fazer sexo comigo. E TODOS os homens que tiveram relação sexual comigo, menos o Eduardo, me PERGUNTARAM SE EU ACEITAVA. Por outro lado, com exceção do Eduardo, os que ouviram um “NÃO”, respeitaram a minha decisão. Concretizando o comentário, o Eduardo foi insolente e desrespeitoso, à minha escolha muito íntima e pessoal que está ligada aos meus conceitos e princípios mais intensos. E quando Eduardo violou tais conceitos e princípios, violentou a mim mesma, na forma mais torpe, cruel, egoísta e fútil, causando cicatrizes no mais profundo íntimo do meu ser. Foi muito difícil para mim acreditar que um homem que afirmava ter sofrido tanto, tornando-se melhor homem e ser humano, me enganou, inibindo meu direito de não querer praticar sexo sem compromisso e ignorar até o meu estado psicológico depois disso.
Espalhei sim, pelos postes tais cartazes, expressando não só o meu medo como também meu descontentamento com a atitude premeditada e ardilosa do Eduardo em conseguir sexo sem a minha resistência, mas também com a intenção trazer à tona um fato real, que acontece todos os dias nas salas de bate-papo, sendo praticamente um habitué nas relações interpessoais por este meio de comunicação. Repito - para deixar bem claro - que minha intenção não foi de difamar o Eduardo, pois ele - tanto quanto eu e minhas testemunhas - é conhecedor de tudo que me disse no Messenger (MSN). Brincou com meus sentimentos e prejudicou minha vida me expondo diante das pessoas do meu convívio, sem apresentar nenhuma culpa, no afã de alimentar seu ego. Além de estar muito assustada com as visitas importunas e constantes do Eduardo no Orkut da minha filha, eu queria fazer às mulheres o alerta de que não devemos ficar caladas e dessa forma desmascarar uma farsa, tentar de alguma forma chamar atenção das autoridades e enfraquecer o agressor sem ter medo, culpa ou vergonha. Mesmo porque na hora em que colei os cartazes, liguei de imediato para o Eduardo avisando que faria isso e que estavam lá nos postes. Esse meu ato desesperado foi uma resposta à covardia sentimental que o próprio Eduardo cometeu comigo e não mediu as conseqüências ruins que poderiam me trazer esse envolvimento, além da provocação no Orkut.
Depois que eu espalhei os cartazes na rua e estava indo embora, fui abordada pelo Sady Monteiro Júnior, pai do Eduardo, que estava acompanhado de sua mulher e de um jovem. Este homem partiu para cima de mim, com a clara intenção de me bater e foi contido pela mulher e pelo jovem, então bradou no meio da rua me xingando de “PUTA” e “VAGABUNDA”, disse: “SUA PUTA, FALA COMIGO AGORA. EU VOU TE BOTAR NA CADEIA PORQUE O TEU LUGAR É LÁ, VOCÊ É VAGABUNDA, VOCÊ É PUTA”. Gritou que “não queria me ver por ali”, xingou de “VIADO e VAGABUNDO” o homem que estava me acompanhando como testemunha, e ainda afirmou gritando assim: “VOCÊ NÃO PODE FAZER NADA CONTRA O MEU FILHO PORQUE NÃO PASSA DE UMA PUTA POBRE.” Respondi que eu podia até ser considerada pobre, mas não “puta” e o filho dele errou me tomando como tal, eu disse que o Eduardo foi um canalha, destruindo a vida do próprio filho, sendo negligente como pai, permitindo que o menino sofresse abuso na escola (como consta no processo do caso) e por dor moral ou sei lá o que, resolveu destruir minha vida também. Insatisfeito com a minha resposta, berrou novamente dizendo que “VOCÊ NÃO PASSA DE UMA PUTA QUE DORMIU COM O MEU FILHO” e que ele “VOU REGISTRAR QUEIXA CONTRA VOCÊ NA DELEGACIA... VAI SER PRESA, VOCÊ É PUTA!”. Afirmei ao Sady que, mesmo quando uma mulher quer praticar sexo com um homem, gosta de ser consultada antes. Coisa que o filho dele não fez, não me respeitou como mulher, não respeitou meus sentimentos e não demonstrou sequer arrependimento por ter destruído a minha vida e a minha imagem diante das pessoas. Com medo de que ele me agredisse de fato, pois estava sendo contido por duas pessoas, fui retirada do local pelo Sr. Djalma que, por ser conhecedor dos fatos, acompanhou-me gentilmente a meu pedido.
Eu já havia avisado ao Eduardo que faria isso, visto que ele sabe dos problemas pessoais que me causou e vigia o perfil da minha filha no Orkut com importuna assiduidade. Pedi inúmeras vezes ao Eduardo que parasse de “fuxicar” o Orkut dela, como já afirmei anteriormente. Repito que fiz esse pedido por e-mail, por mensagem via celular e até por carta que segue em anexo. Inquestionavelmente eu afirmo: uma vez que ele rejeita até a minha amizade, não tem motivos para olhar o perfil da minha filha com tamanha insistência. Nem meus amigos tomam essa atitude, e repito: senti-me muito temerosa da intenção que ele possuiu ao visualizar o perfil, constantemente. Segue em anexo uma foto do perfil com o nome do Eduardo (Eddie CCM) como visitante recente. As pessoas que convivem comigo, demonstraram a mesma preocupação ao saber o que o Eduardo estava fazendo. Afinal, com qual interesse ele fica visitando o perfil da minha filha, que ele nem conhece se não quer contato comigo?
Também, minha família foi conhecedora do conteúdo íntimo divulgado no relato do Eduardo, sobre meu relacionamento com eles (consta no processo que movi contra ele). Este fato, no decorrer do tempo, foi gerando um irreversível mal estar entre meus parentes e eu, culminando em incompreensão e fortes desavenças, devido ao fato de eu ter confiado a um estranho a verdade ocultada dos maus tratos que sofri por parte dos meus familiares, vítima de uma tia esquizofrênica. É indubitável que, ao revelar os segredos que confiei a ele sobre minha vida particular, Eduardo provou que nunca foi digno da minha confiança. Na verdade, diante do efeito da revelação destes segredos, repito que fui obrigada a abandonar minha casa e todos os meus pertences, saindo apenas com as minhas roupas. Isso se tornou um fator muito agravante em meu modo de vida atual e, portanto, ainda sofro as conseqüências reflexivas decorrentes do meu envolvimento com o Eduardo.
Faz-se mister ressaltar que o Eduardo, depois de conseguir o sexo, passou a tratar-me de forma ofensiva quando eu o procurava, insinuando que eu estava “indefesa diante do poder que ele possuía, tanto financeiramente, quanto em seu círculo de amizades”. Eduardo afrontava-me com sua formação acadêmica, como se eu não tivesse cultura ou conhecimento e fosse incapaz de adquiri-los; prova isso em seu relato, quando fez questão de afirmar que eu havia pedido a ele a indicação de uma gramática para terminar o segundo grau. Na verdade eu pedi a indicação do livro, mas era para prestar vestibular para o curso de letras, que faço hoje. Todavia, depois do ato sexual, passou a ser este o comportamento do Eduardo comigo. Ele fazia questão de confrontar sua condição econômica, social e profissional com a minha, insinuava ter mais conhecimento, mais poder, mais prestígio e etc. Tais comparações me faziam sentir tão humilhada e impotente diante dele, que passei a agredi-lo como o único meio de defender-me. Eu não esperava por este comportamento do Eduardo, não do “meu Eduardo”: aquele homem romântico, carinhoso, meigo e determinado que conheci na Internet. Eu falava dele com carinho e respeito para as pessoas. Desconstruir a imagem do que ele fingiu ser para mim, foi doloroso, angustiante e constrangedor. Depois do ato sexual, a pressão psicológica exercida pelo Eduardo contra mim era tamanha, que eu não sabia nem mesmo usar as palavras. Eu tinha tanto medo de ser repreendida por ele, que inibida e na ansiedade de não parecer uma idiota, eu perdia a noção de como me expressar e acabava até falando errado. E é fácil pisar em cima de quem já está no chão.
Consequentemente, uma vez que ele não fez a menor questão de manter contato comigo, e isso aconteceu logo após o ato sexual, torna-se incontestável para mim que fui vítima de uma tara do Eduardo, de conhecer mulheres pela Internet e iludi-las para conseguir a prática do sexo. Principalmente depois do mesmo ter afirmado, em relato ao Ministério Público, que “não queria envolvimento sério com nenhuma mulher”, no entanto, asseverou para mim diante de testemunhas que queria namoro, e estava fazendo o mesmo com outra mulher; segundo o e-mail que recebi dela e está anexado a esta petição. Como afirmei anteriormente, o Eduardo passou a visitar com pertinácia o Orkut da minha filha e recebi vários e-mails de uma mulher confessando estar vivendo com o Eduardo o mesmo romance que eu pela Internet, desesperei-me e tomei tal atitude de colar os cartazes. Estes e-mails estão anexados a este relato, assinados por um perfil do Orkut chamado “Eu”.
Eduardo possui um e-mail meu, relatando um sonho que tive e ainda tenho estes sonhos - anexo este e-mail aqui. Demonstro ali, uma completa instabilidade emocional diante dos fatos confundindo-me - eu não consigo definir qual sentimento – aquilo era um sintoma psicológico, devido ao abalo emocional causado pelo meu envolvimento com este homem. Além do mais, como psicólogo que Eduardo afirmou ser, não identificou que os pesadelos aos quais eu me referi a ele e em particular ao sonho que narro no e-mail, estavam sendo provocados pelo trauma adquirido por mim por naquele encontro, e estão ligados aos “flashes backs“ intrusivos (sobre aquela primeira noite no motel) que me acompanham até hoje. Eduardo ainda afirma em seu relato na data anterior (09 de abril de 2008), como fez novamente nesta data na delegacia, se baseando neste e-mail que enviei para ele, que eu estava bem psicologicamente. Ele AFIRMOU isso como VERDADE ABSOLUTA, sendo que este já não me via nem mantinha contato comigo, baseou-se em um único e-mail para julgar e determinar, segundo ele, minha situação PSICOLÓGICA. Fato que pessoas do meu convívio podem relatar o quanto emagreci e abalei-me, tanto emocionalmente quanto de modo geral com tudo isso. Importante ressaltar que o Eduardo se esbalda, amostrando esse e-mail, querendo provar não sei o que. Eu não escondi de ninguém meu sentimento por ele, diferente dele, que me escondeu das pessoas do convívio dele como se esconde uma prostituta, coisa que não sou. E a prova disso é que em seu trabalho no Laboratório Social do Jardim Botânico, o próprio chefe dele, contou que ele se referia a mim como “essa mulher é muito chata”, enquanto me chamava às escondidas de “gata”, “anjo”, “amor”, “você é a mulher da minha vida”. Por que fazer isso? Foi ele quem me procurou e correu atrás de mim! Se fosse um homem “maduro” no mínimo deveria ter me tratado com mais RESPEITO. Se ele é um “homem de família”, deveria no mínimo me tratar como uma MULHER DE FAMÍLIA, não como trata as vadias, que também merecem respeito, pois são seres humanos. No entanto ele também deveria ter relatado que existe um processo (nº 2002.001.007833-5) onde consta a informação de que o Eduardo sofre de grandes problemas psicológicos, e que em seu casamento, além de muitas brigas e agressões, ainda há histórico de depressões, além de ele ter sido considerado como um pai irresponsável e distante do filho – segue em anexo a conclusão ao juiz. Na minha opinião, esse homem é um doente que resolveu brincar com a minha vida, sem medir as conseqüências dos seus atos.
Repito que eu só aceitei aquele ato, no primeiro encontro, porque o Eduardo me fez pensar que ele possuía sentimentos nobres e verdadeiros por mim. O Eduardo usou de mentira para satisfazer o desejo sexual dele, não o meu. As afirmações sobre minha vida e minha família me prejudicaram mais ainda e posso provar isso através de testemunhas. Neste relato (de 09 de abril de 2007), Eduardo afirma que tratou comigo um encontro íntimo ao telefone – ISTO É MENTIRA DO EDUARDO PARA LIVRAR-SE DA CULPA. O Eduardo usou desse ardil, propositadamente, para desacreditar-me diante do juízo. "Ao tomar conhecimento das barbaridades (mentirosas) transcritas pelo Eduardo, me senti violentamente abalada moralmente e não poderia ser diferente. Sofri com as mentiras utilizadas pelo recorrido para escusar-se da responsabilidade", afirmo. Ele sabia dos meus problemas pessoais e ignorou tudo que eu pedi que ele respeitasse. Eu agi de boa-fé e acreditei no Eduardo, todavia o mesmo nunca esteve perto muito menos sentiu sequer amizade pela minha pessoa. Quando me negou sua amizade, interrompendo todas as possibilidades de contato e ordenando que eu nunca mais falasse com ele, provou-me o que eu desconfiava: o Eduardo só procurava sexo, nunca desejou qualquer tipo de envolvimento comigo. Para mim foi muito traumatizante o que ele fez. Eduardo deveria ter sido sincero, mas usou de mentira e falta de respeito aos meus princípios, agindo de forma fria, premeditada, egoísta, amoral e cruel. Se pareci inexperiente acreditando nele e nos sentimentos que declarou sentir por mim, foi porque confiei e hoje não confio em mais ninguém. Meu descompasso psicológico surgiu unicamente diante das condições que ocorreram os fatos impostos a mim pelo Eduardo, e estes, foram ofensivos a minha boa-fé e dignidade. Assim como as conseqüências desse fato foram prejudiciais para minha vida pessoal, incluindo a repercussão de tudo isso entre os meus amigos, no trabalho e entre os meus familiares.
Aqui relato um resumo do que aconteceu em meu envolvimento com Eduardo:
Em fevereiro de 2007, conheci Eduardo Carlos Coutinho Monteiro em uma sala de bate papo do site BOL (www.bol.com.br). Inicialmente, ele contatou-me dizendo-se respeitador, homem de família e disposto a fazer amizades, visto que morava sozinho e sentia-se muito solitário em casa.
Fui clara ao Eduardo que eu não teclava com estranhos e não estava disposta a diminuir a solidão de ninguém e muito menos a dele, me encontrava em ambiente de trabalho e estava conversando com amigos na sala. Neste momento, Eduardo passou a declarar informações sobre sua vida particular, sentimental e sobre seu trabalho.
Devido à insistência absurda de Eduardo em conversar comigo, ao seu relato contínuo e repetitivo de que era um homem de família, aliados ao seu poder de persuasão, acabei aceitando conversar com o estranho. Todavia, esclareci de forma contundente que eu não estava disposta a envolvimentos tanto emocionais quanto – principalmente - sexuais na sala.
Trocamos de Messenger (MSN) e fomos conversar nesse site. Conversamos durante dois meses e nesse período Eduardo passou a insistir de forma contumaz em namorar comigo. Afirmando ser eu, a mulher que ele procurava para um relacionamento sério de namoro, tomando a liberdade de se intitular o homem da minha vida. Aparentava ser possuidor de muitas qualidades que eu admirava em um homem (ADMIRAVA, pois hoje quero distância de qualquer homem), apresentou argumentos de um homem de caráter íntegro, que estava realmente disposto a namorar comigo e que nada o faria mudar de opinião. Nas suas investidas de conquista, Eduardo apregoava ser maduro, diferente dos demais e muito seguro de suas convicções. Logo, usou de belas palavras demonstrando imenso carinho e admiração por mim. Então, foi inevitável não acreditar que ele estava agindo com sinceridade e narrando a verdade sobre seus sentimentos e muito interessado em namorar comigo. Dessa forma confiei plenamente nesse homem, que aparentava boa índole e apaixonei-me por ele. Todavia, isso só aconteceu porque Eduardo favoreceu e incentivou este sentimento em mim.
Nota-se que sou uma pessoa livre e o Eduardo falava em namoro, com o passar do tempo passou a me tratar com tal interesse, por isso, contei para as pessoas do meu convívio e para minha família que eu havia conhecido um homem sério e que estávamos mantendo um envolvimento amoroso. As pessoas sabiam que ele me ligava, simplesmente porque era ele quem ligava para mim, ressalto: antes do encontro.
Importante destacar, que em todas as vezes que mantivemos contato inicialmente, ou seja, antes da prática sexual, era o Eduardo quem me procurava através da Internet ou ao telefone; em meu ambiente de trabalho e fora dele. Isso acontecia diariamente e para todas as pessoas que me cercava, a maneira como o Eduardo se dirigia a mim comprovava que ele era meu namorado e não um amigo, um homem querendo conquistar ou um homem interessado apenas em sexo; disposto somente a um encontro sexual fortuito. Também vale afirmar, que questionei Eduardo de todas as formas, como qualquer outra mulher faria para saber se ele estava ou não sendo sincero. Agi dessa forma para me assegurar de que não estava lidando com alguém disposto a fantasias de romances virtuais, ou ter apenas uma relação sexual eventual. Pois eu não queria alimentar esse comportamento. E em todas as vezes que foi questionado, Eduardo aparentou extrema irritação, repetindo ser um bom homem e interessado em manter comigo um relacionamento de namoro, não fantasias sexuais muito menos sentimentais.
Pode testemunhar algumas dessas conversas e que eu recebi inúmeras mensagens e ligações do Eduardo o senhor Pedro Paulo Neto (que era funcionário da Lan House em que eu conversei muitas vezes com o Eduardo).
No dia do primeiro encontro Eduardo me ligou afirmando que queria me ver e me convidou para sair. No entanto, em nenhum momento falou em dormirmos juntos ou me levar para um motel (repito que Eduardo mentiu em seu relato ao narrar que “o encontro íntimo foi conversado pelo telefone e INTENCIONADO PELOS DOIS” – ISSO É MENTIRA do Eduardo!!! - para escusar-se da responsabilidade, eu NÃO ACEITEI NENHUM ENCONTRO ÍNTIMO COMO ELE! Eduardo NÃO FALOU NADA DE ENCONTRO ÍNTIMO, SE FALASSE EU NÃO ACEITARIA). Isso aconteceu horas depois de uma discussão por eu ter ligado para o trabalho dele, que eu possuía o número e ele havia afirmado que trabalhava lá. Existe uma mensagem do Eduardo, nesse dia, que o Sr. Pedro Paulo Neto pode testemunhar. Inclusive pode comprovar que ficamos mais de meia hora falando ao telefone e era o Eduardo quem me convencia de sua paixão por mim.
Chegando na hora e local marcados, entrei no carro do Eduardo e perguntei para onde iríamos. Eduardo disse que era um homem inibido e reservado e que me levaria para um local onde pudéssemos ficar sozinhos. Como esse lugar seria, óbvio, um motel, neguei na hora, afirmando que nunca havia ido diretamente e muito menos em um primeiro encontro para um motel com um desconhecido. Eduardo sabia que eu não gostaria de estar ali naquela situação, pois eu já havia conversado diversas vezes esse assunto com ele. Eduardo foi irredutível e declarou que aquele seria “o primeiro de muitos encontros e que eu deveria confiar nele, pois ele não era um canalha”. Repito, para frisar bem, que nesse dia, quando me ligou, em nenhum momento perguntou se eu QUERIA ir para um motel com ele e nem dentro do carro. Simplesmente Eduardo não me ofereceu opção de escolha, prevalecendo unicamente à vontade dele. Naquele momento senti imenso pavor e não consegui raciocinar direito. Eu estava apaixonada por aquele homem e ao mesmo tempo senti intenso medo da situação formada, pois percebi que ele não aceitou e não aceitaria a minha recusa e diante disso eu resolvi ceder. Escolhi por aceitar e confiar nele. Eu não podia pedir para ele parar o carro para que eu saísse pois estaria exposta a riscos maiores, pois o Eduardo seguiu todo o tempo por lugares desertos como a estrada Lagoa-Barra e era tarde. Não me fez o convite no meio de um local público, onde eu poderia recusar na hora, ou simplesmente levantar e sair. Com o carro em movimento, Ele comunicou que me levaria para um motel eu disse que não gostaria de ir e prevaleceu a vontade dele. Eu estava vulnerável, sendo conduzida pelo Eduardo no carro dele, em situação delicada e não sabia se deveria ou não armar um escândalo, pois a minha capacidade de julgamento ficou embaçada pela paixão que eu sentia por ele. Senti-me muito confusa se deveria ou não acreditar nele e não tive tempo de concluir um raciocínio lógico. Ao entrar no motel confessei novamente que não estava me sentindo bem com aquilo e Eduardo reafirmou todas as suas boas intenções de compromisso. Fez isso me acariciando, beijando e implorando para que eu acreditasse nele pois ele não era um canalha. Eduardo usou exatamente esse termo e essa expressão.
No dia seguinte, me deixou na porta da minha casa, repetindo todas as suas palavras e senti um constrangimento e medo maior ainda, porque já eram nove horas da manhã e estava na outra calçada meu pai, meu tio e meu irmão. E é inadmissível para a minha família este comportamento. E o Eduardo sabia disso, não precisava me deixar no meu portão, me expondo aos comentários alheios.
Depois desse dia o Eduardo nunca mais me procurou, respondia aos meus e-mails evasivamente e se mantinha frio e distante. No entanto, no dia 28 de maio de 2007, encontrou-me na Lagoa, a meu pedido, e tentou fazer sexo comigo dentro do carro, diante da minha recusa encerrou imediatamente o encontro. No dia seguinte escrevi para ele um e-mail falando sobre meus sentimentos, que antes ele afirmava serem recíprocos e era imediato em responder; Eduardo mandou como resposta a música do site “http://www.youtube.com/” – VAI TOMAR NO CÚ - http://www.youtube.com/watch?v=dHpSCHxb780, (que segue em anexo) e me chamou de descompassada quando reclamei com ele que isso não era uma postura correta. Inclusive debochou do meu comportamento chocado, afirmando que aquela era uma bela música.
A partir desse dia entrei em um estado ansioso-depressivo, passando a ter pesadelos diários com a cena dele me levando para o motel e sonhos confusos. Em diversos momentos, até quando não estava pensando no assunto, eu sentia o Eduardo me tocando como um fato real e relembrava a situação de quando ele me levou para o motel. Era como se aquela cena estivesse acontecendo naquele momento e não há meses. Na hora eu não associei a um trauma provocado pelo choque da situação. Não era uma simples lembrança, repito, e sim uma vivência real de todo o acontecimento com todas as sensações e emoções que senti no dia – uma mistura de intenso medo e desejo. Isso me acompanha até hoje. Porém, com menor intensidade.
É difícil definir o conflito de sentimentos que senti naquele momento do primeiro encontro, no motel. Eu desejava o Eduardo, porém não queria sexo com ele. Naquele momento, queria o conhecer melhor e vice-versa. Senti medo dele porque ele foi impassível e irredutível diante da minha recusa, fazendo prevalecer a vontade dele. Estava APAIXONADA por ele e quando começou a me acariciar, senti-me em conflito íntimo, pois eu não queria sexo, aquilo era diferente da minha expectativa violando os meus princípios e escolhas. No entanto eu possuía forte sentimento por ele e estava ouvindo do próprio que confiasse nele. Apesar do medo e da angústia de estar ali, cedi ao desejo, movida pelo sentimento que ele aparentava possuir. Dessa forma, sentindo-me subjugada pelo Eduardo, indefesa diante dos sentimentos e incapaz de fazer um julgamento preciso, cedi aos seus desejos.
Continuamente, Eduardo não mais me procurou como fazia antes e quando eu tocava no assunto questionando se ele queria ou não dar continuidade a algo entre nós ele rebatia dizendo que eu era “apressada, louca, desequilibrada e que o estava sufocando, invadindo e o afastando”. Isso não era verdade, pois quando eu ligava para ele, sempre perguntava se ele podia falar e ele afirmava que sim. Mas seu comportamento passou a ser frio e usava de chantagem emocional se dizendo vítima da ex-mulher e do trabalho, como desculpa para não encontrar comigo.
Em nosso segundo encontro, Eduardo demonstrou em definitivo seu péssimo caráter tentando transar comigo dentro do carro. No terceiro encontro ainda foi mais canalha por fazer sexo comigo, para me impedir de ir na delegacia e relatar (em 09 de abril de 2007), que EU INSISTI EM DORMIR COM ELE. Como? Novamente eu fui conduzida por ele, no carro dele e se ele NÃO QUISESSE REALMENTE, NÃO passaríamos a noite juntos. O que realmente aconteceu foi o seguinte: depois de ter marcado um encontro comigo (para conversar – sobre uma data anterior quando Eduardo PERMITIU QUE EU ENTREGASSE UM PRESENTE PARA ELE NA PORTARIA e o porteiro dele me destratatou e afirmando que o Eduardo falou que eu era “LOUCA”), Eduardo me deixou durante horas esperando por ele, não apareceu nem ligou desmarcando. Nesse intervalo recebi um telefonema da minha tia pedindo para que eu não voltasse para casa, pois aconteceram diversos arrastões no local e ela estava temerosa por minha segurança. Comecei a passar mal devido a uma crise de enxaqueca e, como toda mulher apaixonada faria, fui bater na porta do Eduardo para buscar ajuda. Ele não estava e vendo meu estado de saúde o porteiro me colocou para falar com a mãe dele. E quando soube que eu estava ali, Eduardo expulsou-me da sua portaria, através do telefone, aos urros, me chamando de “burra, maluca e dizendo que iria me processar por ASSÉDIO SEXUAL”. Perdi o controle e gritei com ele também, afirmando que eu sairia dali, mas seria para ir direto a uma delegacia registrar contra ele.
Nesse momento Eduardo ligou para mim a cada cinco minutos dizendo que estava voltando de Magé para encontrar comigo. Pediu que eu não fosse para a delegacia, e passou a desculpar-se voltando a me tratar com carinho como se estivesse arrependido. Eu afirmo novamente que estava APAIXONADA por este homem, e isso embaçava meu julgamento do quanto ele estava me fazendo mal e de que, naquele momento, não era a mim que ele queria e sim que eu não fosse prestar queixa contra ele. Dessa forma, diante de mais um ardil do Eduardo, cedi a um segundo encontro sexual, onde permiti isso acreditando que seu comportamento mudaria a partir daquele dia. Fiz isso por sentimento, por amor, fiz movida pela esperança de uma mudança: repito.
Todavia Eduardo não mudou, pelo contrário só piorou. Foi aí que o Eduardo tornou-se não só agressivo verbalmente, como também acusativo, afirmando que ele “não mantinha um relacionamento comigo porque eu era compulsiva, ciumenta e possuía problemas psicológicos”. Afirmava que eu não poderia amá-lo (repetiu isso em seu relato). Como ele pode julgar um sentimento que estava dentro de mim? Como pode afirmar (baseado em sua expectativa) um sentimento que era MEU? Todavia, ao perceber sua intolerância diante dos acontecimentos, percebi que seria desperdiçar palavras que eu não estava pronta para pronunciar e calei diante dos argumentos dele, inclusive afirmei que ele não era culpado por nada em relação a minha depressão e ao meu amor, satisfazendo assim, seu ego fútil e seu coração vazio de sentimentos nobres. No entanto, eu estava cada vez mais abalada emocionalmente e não percebia isso, eu nunca havia me sentido assim antes. Nem pelo tratamento da minha família, nem com o evento da minha separação eu precisei de psicólogo. Pelo contrário, fui bastante equilibrada, voltei a trabalhar e apesar do sofrimento soube conduzir a situação e cuidar da minha filha, esta sim precisou de ajuda pois apresentou um quadro de depressão infantil porque não aceitou a separação.
Eduardo, depois desse segundo encontro íntimo, demonstrava ainda mais falta de respeito por mim, tanto nas palavras depreciativas a meu respeito, quanto em suas atitudes de ligar sem respeitar quando eu dizia que não podia falar. Eu não me conformava, foi muita falta de respeito o fato de dizer estar apaixonado com única intenção de fazer sexo comigo sumindo em seguida.
Em uma outra ocasião eu liguei querendo entregar um livro a ele, que eu havia comprado quando o conheci e estava na casa do meu irmão. Avisei que mandaria alguém entregar no Jardim Botânico ou eu mesma levaria e deixaria na portaria para ele. Eduardo não permitiu e ficou de marcar comigo para receber o livro. Um mês depois, eu liguei dizendo que ele não precisava marcar mais nada, eu deixaria lá e ponto final, mas eu só queria entregar o livro, não era nada demais. Eduardo chamou-me de maluca pela segunda vez, na presença de uma colega de trabalho, de nome Sandra, que ouviu pelo viva-voz do celular o xingamento e ele proibir a minha entrada no Jardim Botânico, dizendo que eu seria expulsa do parque pelos seguranças. Marcou de imediato um encontro no Posto Shell da Lagoa e em conversa que tivemos nesse encontro, Eduardo confessa com as próprias palavras, que foi CONVENIENTE A ELE usar de argumentos para me conquistar e depois para me repelir; constatando que seu único objetivo era a prática sexual. Nesse dia eu estava em profunda depressão e mal conseguia me expressar direito devido a isso, Eduardo ainda afirmou que era irresponsabilidade minha estar deprimida e culpá-lo por isso. Serve como testemunha disso o sr Djalma; consta seu relato em anexo. Tal condição apenas assegura que os sentimentos sérios que o Eduardo declarou sentir por mim, foram um pretexto para conseguir sexo comigo diante da minha veemente recusa no príncipio, quando deixei claro que eu só mantinha relações sexuais com meus namorados. Obviamente, vê-se má fé na atitude do Eduardo em relação a mim e que o objetivo dele, era tão e somente sexo e mentiu dizendo-se apaixonado
Fragilizada e extremamente abalada emocional e psicologicamente, enviei um e-mail para o chefe dele fazendo uso de palavras grosseiras. Como não é de minha índole esta prática, passado um tempo, fui lá pessoalmente desculpar-me pelas palavras vulgares. Apesar de estar na minha razão e ter escrito apenas verdades, eu não deveria ter usado termos ofensivos, não para o chefe dele. Porém não fiz com intenção de prejudicar o Eduardo e sim de fazer prevalecer o meu direito de poder circular de forma livre no parque, sem ser observada por amigos dele e por ele próprio. Não permitindo ao Eduardo a dedução que minha ida ao parque teria alguma relação com a pessoa dele, pessoa esta que na verdade, só me prejudicou. Nesse dia o Eduardo estava lá e tratou-me como uma estranha, como se nunca tivesse me visto. Senti-me muito HUMILHADA e VULGARIZADA, pois na minha concepção é inadmissível, um homem dividir tamanha intimidade com uma mulher e depois tratá-la como uma estranha. Isso se faz com prostitutas, coisa que não sou. Nessa data Eduardo ameaçou que me destruiria se perdesse o emprego no parque.
Depois desse encontro no posto Shell eu me senti bem pior, sentia como se estivesse enlouquecendo aos poucos, tinha vontade de morrer, tamanha a vergonha. Cheguei a pensar em suicídio, para não ter que encarar as pessoas. Meus amigos se negaram a me prestar qualquer ajuda que fosse, disseram que eu fosse procurar o Eduardo, afirmaram que o Eduardo se negaria a me ajudar (e assim eu poderia ter total certeza de quem ele era). E foi o que aconteceu. Supliquei ajuda a ele, eu disse que não estava suportando aquilo, eu falei que as lembranças vinham vivas em minha mente como se eu estivesse vivendo cada momento novamente. Sentia-me enlouquecendo, no sentido mais visceral e categórico da palavra. Isso acontecia todos os dias e tirava minha paz. Em momentos em que eu havia esquecido, as lembranças voltavam. Procurei ajuda psicológica e não pude fazer a terapia porque não conseguia lembrar, como lembro agora, todos os fatos.
Anteriormente, ele afirmava "que amava minhas mensagens e atitudes", mas depois do sexo, qualquer coisa que eu fizesse era motivo dele dizer que eu possuía “desequilíbrio, loucura ou compulsão”. Eu sentia-me bastante confusa, em verdade, eu gostava muito dele. Então, cada vez mais ESCANDALIZADA e OPRIMIDA com as atitudes do Eduardo, reconheci que precisava de ajuda e tentei, erroneamente, buscar apoio nele. E quanto mais buscava esse apoio mais o Eduardo me depreciava e mergulhei em profunda desestruturação do meu próprio ser. Eu acreditava que estava enlouquecendo, pois quando que eu dizia que registraria contra ele em uma delegacia, Eduardo me tratava com carinho, para depois de um tempo voltar a tratar-me com desprezo. Verdadeiramente eu acreditei que o Eduardo poderia mudar suas atitudes e voltar a demonstrar o mesmo carinho e interesse inicial. Aliás, essa é uma atitude típica de mulheres que amam e são maltratadas: elas sempre esperam que seus parceiros mudem, e passam a vivenciar uma relação doentia sem perceber. Consequentemente, perdi a noção da minha valia como ser humano e sentia culpa por ter perdido o amor do Eduardo. Hoje percebo claramente que esse amor nunca existiu, foi tudo uma farsa.
Tive problemas de relacionamentos no trabalho, os tenho até hoje, porque fiquei sensível a qualquer estímulo externo, reagindo de forma agressiva como se precisasse me defender o tempo todo de todos e de tudo. E ao ouvir tudo isso o Eduardo não só me negou um conselho que fosse, como ordenou que eu não o procurasse mais porque ele “não queria mais pessoas histéricas e desequilibradas na vida dele, como eu era” (na opinião dele).
Mesmo depois de tudo isso o procurei, tentando um último entendimento, gostaria de ouvir dele ao menos um pedido de desculpas, e sentia INTENSAMENTE a sua falta. Não a falta daquele que me ofendia, mas do amigo que se fez inicialmente. Como em uma última tentativa desesperada dele não ser um cafajeste, liguei para o Eduardo. Foi perda de tempo... Afinal, ele esteve ciente o tempo todo de cada dor, de cada lágrima e me culpou por tudo, mantendo-se inerte, frio e em silêncio.
Tentei buscar um apoio nele, expectativa daquilo que ouvi dele mesmo no MSN, nada sobre promessas futuras, mas sobre emoções humanas e naturais. Bastava ouvir, do Eduardo, ao menos um pedido de desculpas um real arrependimento, isso seria um sentimento humano e natural...
A partir daí descobri que o Eduardo havia me contado muitas mentiras sobre sua vida. Inclusive sobre o abuso sexual do qual seu filho foi vítima, onde (para mim) ele acusou somente sua ex-mulher e nos autos do processo consta que ele foi negligente e irresponsável como pai. Contou-me que seus pais moravam com ele e eram seus dependentes, outro fato irreal. Tentava conversar com ele, no afã de dar-lhe uma chance de desculpar-se das mentiras porque gostava dele, e associava as suas mentiras ao fato de termos nos conhecido por um meio perigoso como a internet, apesar de que eu não menti sobre minha vida para ele. Quando o Eduardo aparentou integridade de caráter e sentimento por mim, eu fui ingênua e confiei plenamente nele. Sou uma pessoa de bom caráter e bom coração, não costumo enganar e mentir para as pessoas, e fui ingênua ao confiar no Eduardo porque não possuo o hábito de envolver-me com as pessoas pela Internet. Mesmo sendo uma mulher madura e experiente, desconhecia esse mundinho de mentiras sentimentais existente neste meio de comunicação.
Também só percebi que todos os atos do Eduardo foram premeditados, logo após de tudo terminado porque, como já afirmei anteriormente, depois de um tempo de contato eu confiei plenamente no bom caráter que ele aparentava possuir.
Diante de todos esses acontecimentos, resolvi registrar contra ele a injúria e mover um processo. Ciente disso Eduardo afirmou que nada aconteceria a ele devido a ser conhecido naquele fórum e do juiz que julgaria o caso, além dos mais seus alunos prestavam serviços ali e tinham total acesso aos processos. Coincidência ou não meu processo foi julgado sem intervenção da minha defesa e minhas testemunhas sequer foram ouvidas. Segundo a sentença do juiz foi uma simples decepção amorosa e ele desconsiderou até os atestados médicos do SUS, comprovando o meu comprometimento psicológico. Disse haver contradição em minhas palavras, sendo que a contradição partiu da parte do Eduardo que em um momento falou que eu precisava de ajuda psicológica devido “à invasão na vida” dele, e em outro momento disse que eu precisava de ajuda devido ao fato de eu possuir problemas familiares, dentre outros argumentos. Em sua narrativa, afirma que me disse que não queria envolvimento nem falou em amor e em e-mail anexado nesta petição, eu provo, que ele falou sim de compromisso e de amor. Ainda mentiu dizendo que seu chefe pediu para que eu não fosse mais lá e não é verdade. O João, chefe do Eduardo, não só foi extremamente atencioso comigo, como me deu muitos conselhos, inclusive para não ser tão ingênua ao ponto de acreditar somente em palavras bonitas, mas sim em atitudes. Segue um e-mail do João, chefe do Eduardo, em resposta a um cartão de Natal que enviei a ele.
Ressalto, que no dia 01/11/2008, ao registrar contra mim na delegacia, Eduardo MENTIU, afirmando que saiu comigo duas vezes onde tivemos relações sexuais, mas que encontrou comigo OUTRAS VEZES, mas que não queria mais nada comigo. Esta afirmação é MENTIRA DO EDUARDO, mais um ardil usado por ele para defender-se de sua covardia de não querer assumir que queria apenas sexo de mim e não outro tipo de relacionamento, incluindo amizade. Eduardo encontrou quatro vezes comigo e o único objetivo do Eduardo foi o sexo.
O primeiro encontro foi no dia 11 de maio de 2007, Eduardo me levou sem a minha permissão para um motel, jurando que não era um canalha e que aquele era o primeiro de muitos encontros que NÃO ACONTECERAM, depois disso SUMIU, ROMPENDO todas as formas de contato. EU o procurava, eventualmente, através do telefone e como já narrei anteriormente, Eduardo tornou-se frio e evasivo, não tocava mais no assunto nem assumia que não queria mais me ver.
O segundo encontro ocorreu rapidamente no dia 28 de maio de 2007. Neste dia, eu estava na Lagoa e liguei para o celular do Eduardo, ele não atendeu. Foi a primeira vez que liguei para o telefone da residência dele. Pois eu estava na Lagoa, repito, e queria saber se ele poderia descer para tomar um sorvete e conversar um pouco. Eduardo veio encontrar comigo e não se interessou em conversar nem beber nada, tentou fazer sexo comigo dentro do carro. SERIA ISSO: MAIS SEXO! Sem conversas, risdadas, chopinho e outras coisas que os homens normais fazem com uma mulher antes de falar em sexo. Eu recusei, E ELE FICOU IRRITADÍSSIMO, QUERENDO ACABAR LOGO COM O ENCONTRO. No dia seguinte enviei um e-mail falando sobre meus sentimentos e a resposta dele foi o clipe da música VAI TOMAR NO CÚ.
O terceiro encontro foi no dia 27 de julho de 2007. Nesse dia Eduardo marcou comigo e não apareceu, foi quando passei mal e fui na portaria do prédio dele. Como narrei anteriormente, Eduardo me xingou de “BURRA” e “MALUCA” pelo telefone, então discutimos e falei que iria na delegacia registrar contra ele. Ele implorou que eu não fizesse isso e veio na hora encontrar comigo, eu gostava dele, estava com o meu julgamento embaçado pelo sentimento e achei que a partir deste dia ele poderia perceber que estava me magoando e mudar de comportamento. Tivemos outra relação sexual e depois ele sumiu novamente. Este encontro foi uma forma de me manipular impedindo-me de ir na delegacia. No dia seguinte, no sábado dia 28 de julho de 2008, eu enviei um e-mail ao Eduardo dizendo que o amava, outro na terça-feira dia 31 de julho de 2007, terminando tudo.
EU ENVIEI UM E-MAILS AO EDUARDO TERMINANDO TUDO, este e-mail está em anexo. FUI EU QUEM TERMINOU, FUI EU QUE DISSE CHEGA! E NÃO ELE, COMO AFIRMA. Eduardo por sua vez ligou imediatamente querendo saber se EU IRIA NA DELEGACIA POIS SE EU FOSSE, TERÍAMOS PERDIDO NOSSO TEMPO NAQUELE ENCONTRO. Foi quando julguei friamente a situação e percebi que realmente ele só queria sexo e aquele encontro foi uma forma de manipulação. Mas não respondi pessoalmente, faltou-me coragem. Enviei outro e-mail dizendo que não queria contato com ele, porque eu estava muito doente. Eduardo me ligou, eu estava no trabalho e NÃO PODIA FALAR pois estava no rádio. Ele insistiu, ligou diversas vezes para o telefone da firma e tive de atender, fui chamada atenção pela colega e Eduardo queria saber QUE DOENÇA EU HAVIA TRANSMITIDO A ELE, POIS ELE ERA UM CARA LIMPO – eu não respondi, perguntei quem ele pensava que eu era. No dia seguinte, Eduardo me enviou um e-mail “ALIVIANDO” suas palavras – está em anexo datado de 06 de agosto de 2007.
E o quarto e último encontro foi o que narrei anteriormente, no posto Shell da Lagoa. Segue declaração da testemunha que foi comigo, ouviu a conversa e um cd player com parte da conversa. Neste dia, Eduardo esmagou-me com seus argumentos e a pressão psicológica foi tanta que cheguei a falar errado algumas palavras e expressões. Todavia passado um tempo voltei a procurá-lo, o motivo era claro: AMAVA LOUCAMENTE A FIGURA DAQUELE HOMEM GENTIL E APAIXONADO QUE SE APRESENTOU PARA MIM NO MSN, SENTIA INTENSAMENTE A SUA FALTA, ME NEGAVA A ACREDITAR QUE ELE ERA UM CAFAJESTE MENTIROSO DA INTERNET. E até minha amizade foi rejeitada por ele, foi negada a mim toda e qualquer forma de contato. Não foi uma decepção amorosa, pois nunca houve amor por parte do Eduardo e sim mentiras e mais mentiras e nos contatos, excluindo o do Posto Shell, ele buscou tão e somente SEXO.
Portanto, não sei a quais encontros o Eduardo se referiu na delegacia, quando disse que me viu outras vezes. Não lanchamos, passeamos no shopping, fomos a um cinema e sequer ele me procurou de livre vontade depois do sexo. DESCONHEÇO QUE ESTEVE COMIGO OUTRAS VEZES OU QUE AFIRMOU NÃO QUERER MAIS NADA. COMO EU JÁ HAVIA NARRADO, A ÚNICA PREOCUPAÇÃO DO EDUARDO ERA DE QUE EU NÃO REGISTRASSE CONTRA ELE EM UMA DELEGACIA. ELE QUERIA PRESERVAR A PRÓPRIA IMAGEM. Eu fazia contatos com ele por telefone e mesmo me ofendia por diversas vezes. Ferida e magoada eu não respondia na hora, respondia depois por e-mail, onde eu podia me expressar livremente sem a pressão que ele exercia nas conversações. Ao receber os e-mails ele telefonava para mim e sempre era agressivo, ofensivo e acusativo. Ele não importava-se onde e com quem eu estava, foi aí que consegui muitas testemunhas – pois ficava tão abalada com as palavras dele que as outras pessoas preocupavam-se comigo e passaram a ouvir as conversas. Eduardo sabia que outras pessoas estavam ouvindo nossa conversa, mas dizia não se importar, sustentando que bastava o que as pessoas do convívio dele diziam a respeito dele, Eduardo afirma isso em vários e-mails, é só verificar. Portanto Eduardo, mais uma vez está usando de MENTIRA, esquecendo que eu tenho testemunhas de tudo que nos aconteceu.
Em conformidade com todos os fatos em questão e diante do inevitável engano do qual fui vítima ao confiar em Eduardo, minha família foi conhecedora do conteúdo divulgado por ele em seu relato. Isso no decorrer do tempo foi gerando um irreparável mal estar entre meus parentes e eu, culminando em incompreensão e fortes desavenças, devido ao fato de eu ter confiado a um estranho a verdade ocultada dos maus tratos que sofri por parte dos meus familiares, vítima de uma tia esquizofrênica. Na verdade fui obrigada a abandonar minha casa e todos os meus pertences, saindo apenas com as minhas roupas. E isso se deu pelo fato de meus parentes serem endurecidos e de difícil convívio.
Toda essa situação vivenciada por mim, me fez perder a confiança nos homens, nas pessoas e até em mim mesma. Depois tentei novamente fazer tratamento psicológico, mas abandonei o tratamento por falta de condições financeiras para comprar medicação e por serem doloridas demais as lembranças. Eu sentia, como ainda sinto imensa dor moral com essas recordações e com a vergonha vivenciada. Hoje, ainda sinto os reflexos de uma situação jamais vivida por mim. Se a vida dele continuou normalmente, a minha não e a sua ação e/ou omissão me esmagaram a auto-estima profundamente, diminuindo minha qualidade de vida. Nesse momento da minha vida, não consigo mais definir meus sentimentos – tem dias que sinto como se estivesse vendo minha vida passar de fora, como um filme – carinho, medo, afeição, amor; assim como abraços, toques, beijos me irritam profundamente. Muita raiva e irritação é o que mais sinto.
E a pergunta que nunca se calará dentro de mim é: Por que, no meio de tantas mulheres interessadas apenas em sexo, o Eduardo foi escolher logo a mim para brincar com os sentimentos, sendo conhecedor de todos os problemas que possuo na vida? Por que foi escolher logo a mim, que estava quieta no meu canto, nem sabia da existência dele? Por que eu? Por que logo comigo que nunca fiz mal a ninguém? Por que ele fez isso comigo?
Diante de todos estes fatos, acredito veemente que Eduardo só me usou e manipulou dessa forma, pois sabia que venho de uma família humilde, sem estrutura, estudo e cultura. Ele sabia que me usando dessa forma, não geraria um escândalo no meio dele, pois não tenho ninguém que me defenda. Se esta situação ocorresse com a irmã do Eduardo ou uma prima, por exemplo, seria um gigantesco escândalo e eles teriam recursos para exigir danos morais. Mas comigo é diferente, sou a parte mais frágil, aquela que a camada social não O atinge. Mas o que ele não sabia é que por ter sido rejeitada por minha família e não querer ser desmerecida socialmente como eles, adquiri informação, estudo e cultura. Não criei traumas por ser rejeitada, como Eduardo afirmou (em seu relato já citado), mas sim forças para ser diferente. Criei entendimento e busquei cultura e estudo, justamente para não ser uma “boneca” manipulada por quem se acha melhor unicamente por ter mais posses. Todavia, possuir melhor condição financeira não significa possuir dignidade, bom caráter e integridade. Sendo assim, eu não tenho uma família que vá reclamar minhas dores diante do Eduardo, como o pai dele fez comigo afirmando que (segundo ele) que sou uma “PUTA POBRE”. Mas tenho conhecimento, cultura e estudo e confio em uma coisa chamada JUSTIÇA, ACREDITANDO QUE ESTA SERÁ FEITA. Se eu viesse de família nobre, certamente, Eduardo não agiria dessa forma comigo, ele pensaria duas vezes e tudo teria um rumo diferente.
Não me orgulho do que fiz, mas fiz incontestavelmente por ter sido provocada pelo Eduardo e o adverti repetidas vezes disso. Eu gostaria que meu relacionamento com o Eduardo tivesse seguido um percurso verdadeiro e normal, restando amizade, que é o maior bem de um ser humano. Mas não houve nada além de falsidades e mentiras da parte dele. Jamais eu faria isso (colar os cartazes) se ele respeitasse o meu pedido. E repito, uma vez que servi unicamente ao Eduardo para realizá-lo sexualmente e minha amizade NÃO SERVE PARA ELE, por que ele vai visitar com freqüência o perfil da minha filha no Orkut, se sabe que isso me aflige? Por que ele faz questão de se mostrar presente para mim se sabe que isso me causa insuportável dor? E se tudo que escrevi para ele (em todos os e-mails e mensagens que enviei) fosse mentira, por que ao invés sentir o prazer de me processar por minhas dores e feridas, que ele foi o único causador, nunca demonstrou o interesse em conversar comigo? Mostrando-se diferente do que eu imagino que ele é... Por que nunca quis saber quem eu sou fora da cama? Não segundo a opinião dele, mas o que eu represento realmente como amiga, ser humano, mulher de coragem? Por quê?
Lembrando mais uma vez, que Eduardo rejeitou até minha amizade, negando-me covardemente a oportunidade de mostrar-me como sou pessoalmente – e garanto que sou a mesma que ele “apaixonou-se” no Messenger (MSN) – não sou uma “boneca virtual”, sou gente de carne e osso. Baseando-se em suas convicções de quem eu era ou nos “escândalos” que, SEGUNDO ELE, eu poderia expô-lo, excluiu-me de sua vida fazendo-me sentir um “objeto descartável”, algo que só serviu para saciar o desejo sexual dele. Isso foi marginalizar-me sem me conhecer, e meus amigos podem provar quem sou: eu tenho integridade, caráter e moral suficientes para não envergonhar a ninguém. Afirmo, ainda, que não processei Eduardo por danos morais por não querer nenhum centavo do dinheiro dele, mesmo que fosse destinado ao meu tratamento psicológico (por males causados a mim, pelo próprio). Se Eduardo não foi capaz de ser meu amigo, dedicar-me afeto e amor verídicos, ser íntegro de caráter diante de mim, desprezo qualquer ajuda que possa vir dele, não preciso de esmolas. Não sou prostituta nem mendiga. O meu caráter, moral e integridade NÃO ESTÃO À VENDA... Garanto, que NÃO REGISTREI CONTRA SADY MONTEIRO JÚNIOR, pelo mesmo motivo de não querer um único centavo dessa família. Incontestavelmente, Sady demonstrou, naquele dia, a imagem que Eduardo construiu de mim para ele e certamente não é ciente da mágoa e dor que trago dentro de mim.
Levando em consideração não só todo o exposto, como também a situação negativa que me encontro hoje, inclusive por estar sem trabalho e sem ter onde morar, pois perdi a minha casa e isto é terrivelmente vergonhoso para mim. Devido ao único fato de ter confiado e me apaixonado (verdadeiramente) por um homem que afirmava e aparentava ter interesse verdadeiro por mim e, no entanto, agiu de forma covarde e mesquinha negando-me até sua amizade, quebrando regras impostas como corretas as pessoas de bem, não por mim, mas pela nossa sociedade.
POSTADO POR ANTONIETA LIMA ÀS 08:26 LINKS PARA ESTA POSTAGEM
DOMINGO, 24 DE AGOSTO DE 2008
Estou mudando
Esta semana consegui outro emprego. Isso foi um grande passo e uma vitória a ser comemorada, já que eu não estava me sentindo preparada para passar em uma entrevista de trabalho. Mas em primeiro lugar falei sobre minhas dificuldades e receio de estar ali. A sinceridade deu certo e fui aprovada, saindo então, da empresa que eu trabalhava onde conheci o Eduardo. Foi bom porque me afastei mais ainda de lembranças ruins que quero esquecer. Agora sim, posso afirmar que estou me sentindo um pouco aliviada, uma vez que, nada, em meu novo trabalho me lembra o Eduardo.
Já não sei mais para onde fugir das lembranças e tento dessa forma livrar-me do que posso.
Não crio expectativas de nada, apenas sigo o curso normal da minha vida.
POSTADO POR ANTONIETA LIMA ÀS 14:18 LINKS PARA ESTA POSTAGEM